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terça-feira, 19 de abril de 2016

Como organizar um empreendimento leiteiro

O ponto de partida para se organizar qualquer empreendimento é se ter presente que deve existir uma necessidade de consumo que possa ser melhor atendida.

No caso de um empreendimento para atender a necessidade de produtos lácteos, precisamos organizar algo que atenda melhor o consumidor e seja viável como empreendimento.

Precisamos, pois, definir qual será nosso consumidor, analisar como está sendo atendido e planejar uma forma de atendê-lo melhor.

Vejamos algumas alternativas de consumidores para o leite produzido.

O consumidor usual quando se produz leite é o laticínio, mas esta pode ser uma alternativa problemática, pois os laticínios oferecem algum apoio tecnológico, mas exigem exclusividade e pagam o preço definido por eles, de tal forma que quando aumenta nossa produção o preço baixa. A exigência de exclusividade é de alto risco por gerar uma dependência incompatível com qualquer empreendedorismo. Para forçar essa exclusividade, os laticínios conseguem estabelecer exigências legais que dificultam, e até impedem, o fornecimento do leite para outros consumidores e, também, a agregação de valor ao leite produzido.

Este verdadeiro absurdo está sendo ultimamente superado em algumas unidades federativas, mas antes de se pretender iniciar qualquer empreendedorismo com o leite é preciso se consultar a viabilidade legal para o mesmo.

Superada esta questão, o leite pode ser, e é, um excelente campo de atuação para o empreendedorismo.

Uma opção interessante é começar a fornecer o leite in natura para hotéis, restaurantes e estabelecimentos que processam alimentos para seus clientes. Esta opção implica em quase nenhum investimento por parte do produtor rural e abre a possibilidade de se comercializar o leite por um preço adequado que assegure lucratividade e permita o desenvolvimento de um futuro beneficiamento de leite na própria propriedade rural.

O empreendedorismo é um processo que envolve assessoria contábil e legal, para que se evite cometer erros e se tenha de fazer correções.

Um passo adiante em termos de empreendedorismo é se agregar valor ao leite na própria propriedade rural. Esta é uma decisão que implica em investimentos, sendo recomendável o crescimento autossustentável, ou seja, que o próprio empreendimento gere os recursos para novos investimentos. Isso gera um crescimento sadio.

Nesta etapa é preciso se definir que tipo de beneficiamento se dará ao leite.

Ainda que se possa pretender produzir derivados a partir de leite não pasteurizado, é recomendável que se disponha deste recurso, pois ele amplia enormemente as opções de derivados possíveis de serem produzidos.

Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro 
Professor de Administração – Sanitarista – Empresário - Escritor

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Empreendedorismo individual na Etiel.

No dia 1º de Maio último recebi a visita de um companheiro de Mal de Parkinson, engenheiro civil capixaba, que lastimava da dificuldade para manter um emprego, em razão de sua rigidez muscular. Sugeri a ele que fizesse como estou fazendo, ou seja, desenvolvendo atividades empresariais na Etiel, em parceria com minha esposa que supre minhas deficiências motoras e sensoriais resquícios do Mal que tive. Alegou, entretanto, que não tinha recursos para montar uma empresa e fiquei pensando em alguma solução para os inúmeros casos de pessoas querendo trabalhar e não encontrando condições.

Coincidentemente estamos, Cristina e eu, empolgados com o desafio representado pela nova legislação de emprego doméstico, gerando no nosso Blog sobre empreendedorismo, ideias alternativas para superar suas terríveis consequências, sendo uma delas o aproveitamento da alternativa representada pela atividade de Empreendedor Individual.

Na noite deste dia, pois sempre minhas ideias criativas ocorrem dormindo, lembrei de combinar a situação do meu companheiro de lutas, com a alternativa de empreendedorismo individual e implantar na Etiel um sistema como está descrito no nosso site.

Vamos ver se dá certo!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por quanto vendo meu queijo?

Freqüentemente recebemos essa pergunta feita por nossos clientes. Passei muitos anos da minha vida lecionando administração, publicando livros sobre o tema, e sempre fui empresário, assim sendo, essa questão me é muito familiar.

O preço de venda de qualquer produto é regulado por quanto o consumidor está disposto a pagar por ele.  Assim sendo, quem decide o preço é o consumidor, e não nós.

Um produto atraente, diferente dos demais, chama a atenção e estimula o desejo de consumo.  Mas não basta isso, pois é preciso que corresponda em termos de qualidade, fazendo com que o desejo de nova compra seja assegurado.

Evidentemente temos de ter lucro vendendo pelo preço viável de comercialização, mas isso é outra questão e voltaremos ao assunto.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Onde comercializar o seu queijos?

A comercialização de queijos pode ser racionalizada quando se estabelece uma parceria com restaurantes, hotéis, pousadas, bares, lanchonetes e estabelecimentos similares.

O fato de se ter um consumidor fixo, permite que ele seja melhor atendido e evita as flutuações de consumo decorrentes de vendas não programadas e devolução de produtos vencidos.
A venda pelo sistema de parceria permite que se produza de forma legalizada em instalações similares às cozinhas industriais, pois se estará operando no sistema de terceirização, já que o consumidor conhece as condições de produção e, se compra, é porque as aceita.

Muito diferente é a situação de fornecimento de queijos para revenda, pois neste caso o comprador não sabe como é produzido esse queijo e o poder público, para protegê-lo, exige um selo de inspeção.

O sistema de revenda também abre espaço para a figura de devolução de produtos vencidos por falta de comercialização, e isso é prejuízo para o fabricante.